Conheça os principais camarões vendidos no Paraná

Quando você vai em uma peixaria ou mercado, ou quando acessa a loja virtual da Olha o Peixe, geralmente vê mais de uma espécie de camarão e mais de uma forma de preparo. São diferentes tamanhos, gostos, formas de pescaria, preparos… pra te ajudar a conhecer melhor cada uma delas, conhecer o contexto socioambiental associado a cada, a Olha o Peixe fez um resumo bem didático abaixo. Confira:

1- Camarão 7 barbas

camarão 7 barbas

Fonte: Imagem feita por Olha o Peixe, 2025

É o menor e com mais sabor, ocorrendo quase o ano todo. Seu nome científico é Xiphopenaeus kroyer, e é a espécie mais pescada no litoral do Paraná, sendo fundamental para a renda das famílias da pesca artesanal, e manutenção da sua tradição.

Quando está sem casca e cabeça, é usado muito pra molhos, recheios, na moranga e etc. Quando está com casca, é preparado ao alho e óleo, frito com limão, ou ao bafo, geralmente. É pescado tanto pela pesca artesanal (dezenas de quilos por dia) quanto pela industrial (milhares de quilos por dia).

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2 - Camarão Branco

Camarão Branco

Fonte: Imagem feita por Olha o Peixe, 2025

Possui menos sabor que o 7 barbas, mais mais sabor que o rosa. De tamanho intermediário a grande. Seu nome científico é Litopenaeus schmitti e ocorre em menores quantidades no litoral do Paraná, por isso também tem valor mais alto.

Quando está com casca, é preparado no vapor ou frito, geralmente. Quando está sem casca e cabeça, é utilizado em risotos, massas ou só selado para ser petiscado. É pescado principalmente pela pesca artesanal.

3 - Camarão Rosa

De nome científico Farfantepenaeus brasiliensis, é o camarão de maior tamanho mas com menos sabor. Em diversos casos, consumidores percebem uma aparência "estufada" e muita redução de tamanho quando o preparam.

Isso se dá pelo alto e constante uso do conservante sulfito de sódio nas grandes embarcações, e pela absorção de água e gelo do camarão, para evitar a perda do produto e o seu escurecimento (processo biológico chamado de melanose).

É muito utilizado principalmente em paellas e decorações de pratos, pelo seu maior tamanho. Por ser de águas mais profundas, raramente é pescado pela pesca artesanal do Paraná, mas muito capturado pela pesca industrial de outros estados, que fornece em larga escala aos mercados e peixarias paranaenses.

4 - Camarão Pistola

Camarão pistola

Fonte: Imagem feita por Olha o Peixe, 2025

Não é o nome atribuído a uma espécie, mas sim, a um tamanho de camarão. Tanto o camarão branco quanto o rosa podem atingir o tamanho de "camarão pistola", que é aquele que dá o tamanho da palma da mão e é vendido a mais de 150 reais o quilo, geralmente.

Apesar de poder ser duas espécies, a que mais chega pros restaurantes é o rosa, que é da grande indústria (e, portanto, tem maior escala de vendas).

Esse da foto é o branco, no tamanho de pistola, que geralmente ocorre no litoral paranaense nos meses de verão e é fundamental para a renda dos pescadores caiçaras especialistas em camarões na nossa costa.

Importante

No litoral do Brasil, há o período de defeso do camarão, instituído pela Portaria 656 de 2022. Essa legislação visa proteger a reprodução e desova das espécies de camarão, proibindo a pesca de arrasto de 28 de janeiro a 30 de abril, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.

Dessa forma, a comercialização nesse período também é proibida, exceto se o estabelecimento apresentar declaração de estoque ao IBAMA que comprove a compra do produto antes de 28 de janeiro.

Mas um detalhe: o camarão branco também é pescado na técnica de caceio, que é permitida durante este período. As demais, só pescadas pela técnica de arrasto, são proibidas.


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Sobre a Olha o Peixe!

A Olha o Peixe é um empreendimento social que nasceu para fortalecer a pesca artesanal e levar pescados sustentáveis aos consumidores, garantindo rastreabilidade, qualidade e apoio às comunidades pesqueiras do Paraná. O projeto conecta quem pesca e quem consome, promovendo um modelo de comércio justo e consciente.

Todos os produtos podem ser encontrados no site:
Compras avulsas: loja.olhaopeixe.com.br/todos
Clube de Pescados: loja.olhaopeixe.com.br/clube

Mais informações:
Instagram: @olhaopeixee


Mudando meus hábitos no consumo de pescado

O Ano Internacional da Pesca e Aquicultura Artesanal está chegando ao fim... o que posso fazer em 2023? Assim como na produção de hortaliças, as grandes empresas dominam o mercado de pescado devido a alguns fatores:

  • Maior estrutura de distribuição e fornecimento;
  • Maior poder de marketing;
  • Produção em larga escala, reduzindo seus preços unitários e tornando mais acessível ao consumidor.

Mas porque os produtos da pesca artesanal dificilmente chegam nas cidades não-litorâneas?

1 - A pesca artesanal, em geral, não possui a estrutura de distribuição das grandes indústrias e os pescadores, que chegam a ficar até 10h no mar pescando, não conseguem também se dedicar à comercialização.

2 - Há poucas políticas públicas e fomentos à estruturação das comunidades tradicionais de pesca para que estejam regularizadas com requisitos e selos sanitários que as habilitem a comercialização a supermercados, empórios e outros estabelecimentos.

3 - Atualmente, quando chegam, têm menor demanda de consumo que espécies já tradicionais, de pescas ou cultivos de outros países e estados, como salmão, bacalhau, tilápia, atum e merluza.

Entendendo esse contexto desfavorável, a Olha o Peixe atua há 4 anos como elo entre a pesca artesanal e a sociedade, trabalhando em parceria com as comunidades pesqueiras na compra de pescado a valores justos para comercialização a regiões não-litorâneas. Além da própria venda, entendendo a lacuna de informação, trabalhamos para capacitar consumidores a respeito das safras, status de conservação, características das espécies, formas de pescaria e também receitas e usos para cada pescado local.

Dessa forma, queremos estimular o consumo de produtos da pesca artesanal, para aumento da renda de pescadoras e pescadores, bem como redução de desigualdade socioeconômica, com fortalecimento da economia local, e promoção de um consumo de pescados menos impactante.

Ainda, recentemente a Olha o Peixe produziu um passo a passo didático para contribuir com a estruturação do beneficiamento e comercialização de pescados das comunidades tradicionais do país, com a intenção de auxiliar a pesca artesanal no acesso ao mercado de consumo de pescados.

E porque seria importante que priorizássemos pescados da pesca artesanal?

- Por serem pescarias diárias, o peixe pescado pela pesca artesanal é limpo no mesmo dia em que sai do mar, e tem maior frescor por isso.
- Com pescarias diversificadas e com menor poder de captura, o impacto da pesca artesanal, de pequena escala, é menor se comparado às grandes embarcações industriais.
- Apoiando a categoria, estamos não só fortalecendo a economia local como fomentando a manutenção das tradições pesqueiras e os modos de vida dessas comunidades historicamente vinculadas aos nossos litorais.

Como posso mudar meu hábito, para consumir um pescado local da pesca artesanal?

- Se tiver acesso, compre direto das embarcações de pescadores ou vá em bancas de peixe de pescadoras e pescadores locais.
- Se não tiver acesso, busque iniciativas que levam o pescado local, da pesca artesanal, até você, como a Olha o Peixe.
- Esteja disposta(o) a desbravar novos sabores e opções. Há muitos peixes e frutos do mar da pesca artesanal com preço baixo, qualidade nutricional, sem espinhos e excelente sabor.

Sugestões de alternativas locais:

Alternativa à posta de cação: posta de cavala (serra, sororoca), posta de bagre.
Ao filé de tilápia e de merluza: filé de pescadinha, de betara (papa-terra), de peixe porco (peroá).
Ao filé de salmão: filé de cavala, de robalo, de linguado, de pescada branca, de pescada amarela, de paru, de prejereba, etc.
Ao filé de atum: filé de atunzinho (também chamado de bonito).
Ao bacalhau: cambira (peixe defumado, como a tainha ou cavala) ou peixe seco (salgado e desidratado, assim como feito com o bacalhau).

SAIBA MAIS SOBRE O ANO INTERNACIONAL DA PESCA E AQUICULTURA ARTESANAL:

ONU Brasil: https://brasil.un.org/pt-br/159831-fao-lanca-ano-internacional-da-pesca-e-aquicultura-artesanais-2022


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